Mau Mau e Felipe ganham mais espaço em Quem Ama Cuida
Por que o romance de Mau Mau e Felipe andou devagar e o que vem agora, a insistência do SBT em revista matinal e o futuro de Galvão Bueno nas narrações.
Adicione o Canal do Vannucci como fonte preferencial no GoogleO romance de Mau Mau e Felipe em Quem Ama Cuida andou a conta-gotas até aqui, com semanas de uma cena ou nenhuma dos dois juntos. A explicação está na forma de contar a história. Toda história de amor precisa ser construída, e uma história homoafetiva ainda mais, por causa do público mais conservador. Quando a construção é bem feita, a entrega é melhor: o telespectador se envolve, compra a história e ela vai.
Os dois poderiam, sim, ter tido mais tempo de tela em Quem Ama Cuida, até para mostrar a construção da amizade. Até aqui, Mau Mau era muito mais o irmão que ajuda na vingança do que o personagem de uma história de amor. Mas a trama foi criando força, e a partir de agora deve engrenar com mais espaço.
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Pelas informações de bastidor, Mau Mau e Felipe vão assumir o namoro e enfrentar a dificuldade de contar para as famílias e os amigos, porque passam a viver outra realidade. Mau Mau nunca beijou, e Felipe tem um relacionamento com um homem pela primeira vez. Os dois vão crescer juntos, haverá crise e Fernando entra no meio. O final feliz depende do público, porque Walcyr Carrasco e Claudia Souto estão muito atentos ao que o telespectador quer.
Novela é algo muito vivo, e às vezes uma história pequena cresce porque os atores roubam a cena. O núcleo dos funcionários do apartamento de Arthur Brandão, que agora é de Pilar e vai ser de Heitor, é um bom exemplo. A turma teria um papel quase de figurante, trouxe humor e ganhou cada vez mais espaço, inclusive com muitas ações de merchandising.
Por que o SBT insiste em revista eletrônica de manhã
O SBT já tentou o formato nas manhãs com o Vem pra Cá e com o Chega Mais, e também à tarde com o Olha Você. Do jeito que foi feito, ele não funciona para a emissora. O Vem pra Cá era um programa bom e precisava de um pouco mais de paciência: estava indo muito bem, e a dupla de apresentação, com Gabriel Cartolano, funcionava. O Chega Mais teve um problema estrutural desde o começo, com troca de equipe e muita troca de direção, e ficou muito mais ligado ao artístico do que ao conteúdo de entretenimento.
A insistência atual é uma defesa de Sérgio Valente, um dos consultores do SBT. Ele trabalhou na Globo e sabe que esse tipo de programa fatura muito, porque o mercado publicitário gosta de um formato que conversa com todo mundo. Resta saber se é isso que o telespectador do SBT quer nesse horário.
Um caminho seria um grande programa à tarde, sem o rótulo de revista eletrônica, emendado no Fofocalizando e seguido pelo SBT Cidades e pelo SBT Brasil: entretenimento, conteúdo e noticiário ao vivo conversando entre si. Quando se fala em revista eletrônica, parece que existe uma maldição no SBT e o projeto nunca vai para a frente.
Galvão Bueno vai narrar jogos no SBT?
Por enquanto, não, porque o contrato não prevê. O acordo anterior incluía o Galvão FC às segundas-feiras e a narração dos principais jogos da Copa do Mundo. Galvão renovou com o SBT, e o novo contrato prevê a continuidade do programa das segundas e mais um de entretenimento, provavelmente de auditório.
Galvão está em outro momento e não descarta narrar grandes partidas, mas a emissora também tem Tiago Leifert. Nos jogos de maior apelo de audiência, faria sentido escalá-lo. A Copa foi emblemática nesse sentido: mostrou que o público sentia falta de um bom narrador e que a carreira dele não terminou com a saída da Globo.
Por que as novelas de hoje quase não têm trilha sonora
A indústria mudou. Os diretores sabem que uma boa trilha ajuda a narrar a história, e Quem Ama Cuida é um exemplo: há canções muito marcadas que avisam quando a cena é da história de amor de Adriana e Pedro ou quando é o momento da vingança, e a música pontua as passagens de tempo e os clipes.
A trilha perdeu destaque porque não se lança mais disco, CD nem DVD de novela, e tudo vai direto para os aplicativos de música. A Som Livre, que já foi um grande motor de faturamento da Globo, hoje tem menos peso dentro do grupo, e a aposta na música diminuiu.
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José Armando Vannucci é um jornalista e escritor com mais de 35 anos de carreira dedicada à cobertura e análise da televisão. Destacou-se na Jovem Pan e em programas da TV Gazeta, TV Globo e Band, consolidando-se como referência no setor ao integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT, e ao lançar, em parceria com Flávio Ricco, a obra "Biografia da Televisão Brasileira". Atualmente, o Canal do Vannucci é seu espaço para compartilhar novidades sobre os bastidores do universo televisivo.
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