Pular para o conteúdo

Teleton aposta em Xuxa, Angélica e Eliana pela audiência

Por que o trio das loiras sempre volta aos especiais? Vannucci Responde.

Adicione o Canal do Vannucci como fonte preferencial no Google
Assista ao Vannucci Responde completo ou abra no YouTube.

O trio Xuxa, Angélica e Eliana volta a se reunir no Teleton, e a escolha tem explicação simples: as três chamam audiência. Juntas numa maratona que dura mais de 24 horas, melhor ainda. Elas marcaram a história da programação infantil. Xuxa foi eleita a Rainha dos Baixinhos. Eliana teve um papel muito importante no SBT na programação infantil, e depois na Record. Angélica começou no Clube da Criança, na Manchete, passou pelo SBT e depois se estabeleceu na Globo.

Amizade que as três cultivam, embora ninguém saiba se foi sempre tão intensa. Elas representavam as maiores audiências e mexiam com muita coisa além da tela: comércio de produtos, de brinquedos, de licenciamentos. Tudo isso tem peso. Mas, Mara Maravilha, Mariane, Sérgio Mallandro e muitos outros nomes fizeram a programação infantil na TV brasileira.

Leia tambémMárcio Garcia chega na Globo e Huck segue no Domingão

Ainda não se sabe se as três estarão juntas no palco ou divididas, cada uma num horário. Eliana é a madrinha do Teleton e tem papel importante na abertura. Costumava fazer também o encerramento, o que já não aconteceu assim no ano passado. O Teleton acaba se repetindo na tentativa de se renovar: sempre o mesmo modelo, o mesmo estúdio, a mesma arena, o 0800 e o Pix. Precisava quebrar um pouco a fórmula e achar outro caminho. Até agora, porém, esse é o caminho que se mostra mais eficiente e envolvente para a maratona.

Virginia Fonseca pode voltar ao SBT?

Há muita especulação. Virginia Fonseca é a embaixadora digital do Teleton, um papel que assumiu quando estava chegando ao SBT, até um pouco antes de estrear na emissora. O SBT deixou as portas abertas, mas a vida seguiu. Uma volta com o Sabadou está descartada, porque o Viva a Noite tem dado resultado.

Projetos pontuais entre SBT e Virgínia Fonseca podem acontecer. Mas, segundo informações de bastidores que circulam na equipe da influenciadora, neste momento o foco dela não está na televisão.

A Globo e a TV 3.0

Num primeiro momento, a Globo vai usar os recursos da TV 3.0 para melhorar a relação comercial. Com os dados de quem está conectado, a emissora pode potencializar as vendas no mercado publicitário. Nos bastidores, o que se ouve é que a programação do sinal aberto será mantida, e precisa ser. A TV 3.0 começa em São Paulo, depois vai para o Rio e só aos poucos se espalha pelo Brasil. Foi assim com o HD, que demorou para ser implantado.

Haverá conteúdo extra com cara de streaming. O público poderá rever uma novela, ter material a mais, pular determinadas partes. Já tirar da grade filmes e reprises de novela para deixar uma programação mais viva e jornalística, explorando mais o factual, fica para uma próxima etapa. Esse raciocínio não deve mudar nos próximos 10, 15 anos.

A TV está defasada?

O problema está nos executivos das emissoras, muito preocupados com o digital e olhando menos para o que a TV aberta pode oferecer. O domingo é o exemplo. A audiência dos programas de auditório cai ano após ano, e a resposta costuma ser mais influenciadores para atrair o público jovem. Falta enxergar, principalmente na Globo, que a fuga é para a dramaturgia no streaming: séries, filmes e até novelas da própria Globo maratonadas no Globoplay aos domingos.

Para prender o público, os programas de auditório precisam de quadros com cara de TV aberta, mesmo que isso signifique abrir mão de atrações que diretor e apresentador gostam, como o Domingão vai fazer com o Pequenos Gênios. O digital já tem 38% do mercado de audiovisual brasileiro, algo que os diretores das emissoras não imaginavam. A TV ainda prende o espectador por mais tempo na frente da tela, mas precisa se enxergar de novo como TV aberta e se unir para mostrar que ainda tem relevância.

O que falta ao SBT Brasil

Antes de brigar de igual para igual com a Record, o SBT Brasil precisa olhar para o Jornal da Band, que tem grande credibilidade no horário e é referência para quem gosta de jornalismo. Hoje, a disputa entre os dois tem vantagem para o telejornal da Band. Desde que César Filho assumiu, porém, o SBT Brasil passou a outra condição na briga pela audiência.

A aposta é de linha editorial. Jornal Nacional, Jornal da Record e Jornal da Band têm casais na bancada, e o SBT buscou um diferencial, com um tom mais informal que divide opiniões. Um casal não é necessário para fazer um telejornal de rede no horário nobre. A informalidade em alguns momentos funciona, mas algumas pautas poderiam sair. E o jornal não precisa ir até as 21h: terminar às 20h30 ou 20h45 ajudaria na transição para o resto da grade do SBT.

Mande sua pergunta para o Vannucci Responde

O Vannucci escolhe perguntas do público para os próximos programas.

A pergunta e o nome podem ser lidos no programa. Privacidade

José Armando Vannucci

José Armando Vannucci é um jornalista e escritor com mais de 35 anos de carreira dedicada à cobertura e análise da televisão. Destacou-se na Jovem Pan e em programas da TV Gazeta, TV Globo e Band, consolidando-se como referência no setor ao integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT, e ao lançar, em parceria com Flávio Ricco, a obra "Biografia da Televisão Brasileira". Atualmente, o Canal do Vannucci é seu espaço para compartilhar novidades sobre os bastidores do universo televisivo.

Todos os textos

Continue lendo

Próxima matériaMárcio Garcia chega na Globo e Huck segue no Domingão