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Aumenta pressão para Angélica após o Fantástico

Por que Rosane Svartman foi escolhida para depois de Avenida Brasil 2, Angélica ao Vivo após o Fantástico e o Globoplay virando TV por assinatura.

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A escolha de Rosane Svartman para a novela das 21h depois de Avenida Brasil 2 abriu espaço para todo tipo de especulação, inclusive a de que Manuela Dias teria perdido prestígio depois de Vale Tudo. As decisões da Globo, porém, são muito técnicas. A emissora analisa o resultado de cada novela, e Vale Tudo foi aprovada, deu resultado e bateu recorde de audiência, apesar das críticas. Problemas internos se resolvem de outra forma, chamando ator, atriz, produtora e autora, pelos caminhos do compliance. O que a Globo quer é o resultado no vídeo.

O pedido de Rosane Svartman para ocupar essa faixa vem de muito tempo. Ela chegou a preparar uma história para o horário que acabou virando novela das sete, Dona de Mim, e agora foi a escolhida para suceder Avenida Brasil 2. Uma coisa não tem a ver com a outra. O que a escolha mostra é que tanto Rosane Svartman quanto Aguinaldo Silva apresentaram propostas de histórias mais interessantes do que a de Manuela Dias e Bruno Luperi.

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A fila de novelas da Globo é muito viva. Ideias chegam o tempo todo, e uma proposta melhor pode mudar a ordem. Depois de certo ponto, porém, não há como mexer: Avenida Brasil 2 estreia em janeiro, o elenco já está separado e a produção precisa andar rápido. Se a fila não mudar, Rosane Svartman deve estrear provavelmente em agosto do ano que vem, e depois vem Aguinaldo Silva. Manuela Dias, enquanto isso, segue contratada, mexe na sinopse, prepara outras coisas e leva ideias à Globo. Ou seja, não perdeu prestígio.

A expectativa pela novela de Rosane Svartman é grande. Ela é uma excelente observadora do comportamento humano, e às 21h vai poder aprofundar as relações humanas que sabe escrever tão bem.

Angélica ao Vivo depois do Fantástico

Angélica ao Vivo tem uma torcida grande para ganhar mais espaço na Globo e chegar à TV aberta, e merece. O programa é bem feito, gostoso, repercute, tem ótimas entrevistas e leva gente muito interessante, assim como acontece com Que História é Essa, Porchat? e com o programa de Tatá Werneck. Este ano não teve Lady Night porque Tatá Werneck está em Quem Ama Cuida e já se prepara para a próxima novela. O ideal seria testar Angélica naquele espaço que às vezes é de Tatá. Com duas temporadas, dá para fazer algo interessante, e os fãs estão pedindo.

Depois do Fantástico é uma boa opção. O problema é o horário: entrar às 23h30 fica muito difícil, e o ideal seria um pouco mais cedo, com um Fantástico um pouco menor. Mas o Fantástico fatura, dá prestígio e segura a audiência até mais tarde.

Globoplay a caminho de virar TV por assinatura

O Globoplay se transformar na plataforma onde se assiste a tudo da Globo é um projeto de longo prazo. Com as plataformas, a emissora não precisa arcar com o custo de operação da TV por assinatura, que envolve acordos com as operadoras sobre quanto se recebe e quanto se paga. Há emissora que paga para estar numa operadora. A GloboNews, por sua vez, não vai para o YouTube porque é um canal que atrai os outros: quem oferece GloboNews consegue negociar a entrada de mais canais.

Hoje o Globoplay já tem o sinal da Globo ao vivo e de graça, e o plano mais básico reúne Globo, GloboNews e um canal esportivo. A tendência é que todo o universo da Globo fique na plataforma: GNT, Multishow, canais esportivos e de filmes, comprados em pacotes. Em vez de pagar a operadora, o assinante paga o Globoplay. As outras emissoras devem tentar o mesmo caminho. Às operadoras de TV por assinatura deve sobrar o tráfego de dados, já que boa parte do público assiste pela TV conectada e precisa mais da internet do que do sinal convencional.

Por que a Globo repete tantos filmes

A Globo exibe cada vez menos filmes: os horários de domingo, a madrugada de sábado, eventualmente o sábado à tarde e a Sessão da Tarde, com filmes mais leves. Quando compra um pacote, a emissora tem o filme por um período e o direito a algumas exibições nesse tempo. Então vai testando, e o que faz sucesso volta. Lagoa Azul e Ao Mestre com Carinho viviam na Sessão da Tarde, e faz tempo que não são escalados. Para um filme sair da grade, o telespectador precisa reclamar nas redes e deixar de assistir. Com a audiência em queda, a Globo vai atrás de outro.

As imagens de Brasília nos telejornais

Nos telejornais, o fundo atrás de quem fala de Brasília pode ser de três tipos. Há telões de alta definição que dão a impressão de que o repórter está no lugar, quando ele está no estúdio. Há o croma, com uma imagem do Congresso Nacional ou da sede do governo, e aí a iluminação perfeita demais costuma denunciar. E boa parte do tempo a entrada é real: os repórteres de Brasília já estão no dia a dia cobrindo ministérios, governo e anúncios, e com a internet ficou muito mais fácil entrar ao vivo.

Vale reparar também nas entradas de repórter em quase todos os telejornais. No Jornal da Globo, muitas acontecem dentro da própria Globo de São Paulo, em lugares diferentes a cada noite, e o mesmo é comum no Rio e em BH. Outras emissoras também fazem, às vezes na varanda da própria sede, e há passagens gravadas num corredor que lembra um hospital ou um órgão público. Faz parte da magia da televisão. O importante é transmitir a informação com uma ilustração que fique bonita para o telespectador.

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José Armando Vannucci

José Armando Vannucci é um jornalista e escritor com mais de 35 anos de carreira dedicada à cobertura e análise da televisão. Destacou-se na Jovem Pan e em programas da TV Gazeta, TV Globo e Band, consolidando-se como referência no setor ao integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT, e ao lançar, em parceria com Flávio Ricco, a obra "Biografia da Televisão Brasileira". Atualmente, o Canal do Vannucci é seu espaço para compartilhar novidades sobre os bastidores do universo televisivo.

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