Cátia Fonseca segue fora dos planos da revista do SBT
Por que a revista eletrônica do SBT pode demorar, o balanço do Upfront, o futuro do Viva a Noite e onde Adriana Araújo caberia na Globo.
Adicione o Canal do Vannucci como fonte preferencial no GoogleO nome de Cátia Fonseca sempre aparece quando uma emissora procura uma apresentadora bem avaliada pelo mercado publicitário e pelo telespectador. Ela é uma excelente vendedora de merchan, e isso já seria um bom sinal para qualquer programa novo. Por enquanto, porém, o nome dela ficou para trás no projeto da revista eletrônica que o SBT pode fazer no ano que vem. A conversa de Cátia está muito mais encaminhada com a TV Jovem Pan.
Nos bastidores, não há nenhuma conversa com ela sobre a revista do SBT. E a própria revista é, pelas informações que circulam, um dos projetos da emissora com mais dificuldade de sair do papel, mais do que outros que o SBT pretende tocar em 2027.
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César Filho seria o nome ideal
A sugestão de colocar César Filho ao lado de Cátia faz sentido no papel, mas esbarra no óbvio: ele está no principal telejornal nacional da emissora, e tirá-lo de lá para outro programa fica muito complicado. Ainda assim, César Filho tem a credibilidade do jornalista e a versatilidade do apresentador de TV, e é o nome ideal para um formato híbrido. É justamente esse tom, que mistura os dois lugares, que faz muita gente estranhá-lo no SBT Brasil.
Um programa com ele, com ou sem Cátia, no fim da tarde e início da noite, entregando a audiência para o SBT Brasil, seria revolucionário: uma tarde nacional em que ele pudesse passar por todos os assuntos, do entretenimento à política. O mais provável, porém, é que ele continue no telejornal.
Simone Queiroz é uma grande âncora, e o outro nome sugerido pelo leitor para o SBT Brasil faz falta na televisão e aparece em conversas com o SBT News, que perde Celso Freitas e pode buscar reforço. Por ora, são só peças sendo juntadas, sem nada confirmado.
O Upfront do SBT
O evento foi bonito e cumpriu o que se propôs: falar com o mercado publicitário e convencer as agências a investir no SBT. Nenhum grande programa foi lançado. Falou-se muito de intenções, como uma nova novela, uma nova revista eletrônica e outros produtos, e a emissora organizou a apresentação em verticais, setor por setor, do agro à moda e aos bancos, para mostrar a cada anunciante onde ele pode aparecer na programação.
Nesse aspecto, foi muito eficiente. No fim, os artistas estavam disponíveis para conversar com as agências, perto de quem de fato decide o investimento. Por isso o telespectador precisa ajustar a expectativa com qualquer Upfront, seja da Globo, do SBT, da Record ou de empresas internacionais. O evento é feito para o mercado.
Passa ou Repassa vai mudar as provas?
De tempos em tempos entra uma brincadeira nova, e o quadro tem um rodízio de provas para dar um ar diferente. Agradar o público é difícil: há quem não queira mudança nenhuma e há quem já saiba de cor qual prova vem depois da outra. A gravação também pesa. Muitas vezes há seis provas previstas, uma conversa ou uma brincadeira se estica, e é preciso cortar alguma coisa para entregar o programa no horário, porque outro game tem de entrar na hora certa.
Para o ano que vem, Celso Portiolli quer mais espaço ao vivo para o Domingo Legal e quer incluir novidades, mas não vai abrir mão do Passa ou Repassa.
Viva a Noite corre risco de desgaste?
Luís Ricardo está muito feliz com os resultados do Viva a Noite e não quer desperdiçar a oportunidade. Ele e a equipe acompanham de perto a reação do público, o que dá e o que não dá audiência e o que se fala nas redes sociais. A ideia, segundo um diretor ouvido no Upfront, é manter o resgate clássico sem ficar só nele: outros elementos vão sendo acrescentados com o tempo. E a audiência está funcionando. O programa coloca o SBT na vice-liderança, inclusive em períodos de disputa com A Fazenda.
Adriana Araújo na Globo?
Adriana Araújo é um dos grandes nomes do jornalismo atual. Na hora de pensar nas apresentadoras do ano no Troféu Imprensa, ela e Renata Lo Prete já tornam a escolha difícil: as duas se destacaram num ano muito importante, com debates e cobertura política. Adriana sabe usar o editorial e a opinião no momento certo, sem desperdiçar. Comentário demais banaliza o jornal e tira a força, e ela sabe qual assunto comentar e de que forma.
Ela já passou pela Globo e pela Record, que lhe deu muito espaço e depois tirou. Hoje está na Band, que dificilmente vai querer abrir mão dela neste momento. Uma ida à Globo dependeria do convite. Pelo peso que tem, ela teria de apresentar um telejornal nacional, e o espaço é pequeno: Renata Lo Prete está bem no Jornal da Globo, e no Jornal Nacional só se dividisse a bancada com César Tralli, mas o que se diz é que a substituta de Renata Vasconcellos deve sair de dentro da casa. O Jornal Hoje poderia ser uma boa opção, mas Roberto Kovalick vai bem lá, e a GloboNews passa por uma grande reforma. É preciso pensar onde ela se encaixaria. Seja onde for, Adriana mostra como conduzir um debate e um telejornal, comentar e fazer reportagem: é uma jornalista completa.
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José Armando Vannucci é um jornalista e escritor com mais de 35 anos de carreira dedicada à cobertura e análise da televisão. Destacou-se na Jovem Pan e em programas da TV Gazeta, TV Globo e Band, consolidando-se como referência no setor ao integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT, e ao lançar, em parceria com Flávio Ricco, a obra "Biografia da Televisão Brasileira". Atualmente, o Canal do Vannucci é seu espaço para compartilhar novidades sobre os bastidores do universo televisivo.
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