Lá na Minha Terra é fábula para fazer sucesso
O autor Mário Teixeira traz mais uma história ambientada no Nordeste.
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A equipe de ‘Lá na Minha Terra’ já entrou na contagem regressiva para sua estreia, no dia 09 de novembro. Daqui a duas semanas, o público passará a acompanhar a história de Rosenda, uma mulher que criou sozinha seus cinco filhos após o marido desaparecer em São Paulo. Nesses quinze anos de espera de um retorno, Rosenda jamais deu chances para Almerindo Mourão, um fazendeiro apaixonado por essa mulher guerreira.
‘Lá na Minha Terra’ será ambientada na cidade fictícia Lavra Seca, mas São Paulo terá um papel de destaque na trama. A novela tem a assinatura Mario Teixeira, autor dos sucessos ‘Mar do Sertão’ e ‘Riacho Fundo’, ambas com o Nordeste como cenário. “É um universo que eu vou repetir eternamente porque é de onde eu vim, na verdade onde eu cresci”, conta o novelista. Seu pai era um comerciante nordestino que se estabeleceu em São Paulo quando o autor tinha 11 anos de idade. Portanto, sua formação sempre uniu essas duas realidades. “Então, eu vou mostrar uma mistura desses dois universos: o sertão e o sul, como se referem ao sudeste lá”, completa.
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Mesmo sendo uma novela contemporânea, Lá na Minha Terra tem pegada de fábula característica de Mário Teixeira e, por isso, com um tom propositalmente mais acima. “Tem esse tom de fábula porque a gente parte de paisagens e símbolos do interior. Mas, a gente acaba tratando de temas universais, entre eles família, pertencimento, conflito e amor”, explica o diretor Allan Fiterman. “A gente tem uma intenção de não perder essa magia e mostrar que essa fábula pode acontecer em qualquer lugar”, completa. Afinal, os personagens que estão em São Paulo vão migrar pra Lavra Seca.
História para todo mundo entender
Mário Teixeira tem emplacado um sucesso atrás do outro. Em 2024, ele foi escalado para recuperar a audiência da faixa das 18h derrubada por ‘Elas por Elas’. Surgiu aí ‘No Rancho Fundo’, que navegou no mesmo universo de ‘Mar do Sertão’, exibida em 2022. As duas novelas conquistaram o telespectador por suas histórias de amor, superação e com protagonistas fortes. Nas duas a narrativa simples e tocante do autor. Para ele, é preciso falar com simplicidade sobre as relações tão complexas. Além disso, “um roteiro não foi escrito pra ser pra ser lido. Ele não é um romance, nem um conto. Ele foi escrito pra ser visto. E, nesse sentido, os atores são a alma da novela porque conseguem passar para o público a emoção”.
Mário Teixeira também gosta de buscar o diferencial para contar suas novelas e, desta forma, fugir do lugar comum. “Quando se pensa em São Paulo logo vem o clichê da selva de pedra, numa novela hiper-realista e até naturalista. Na verdade, nada é mais fantástico do que São Paulo, do que o cotidiano em São Paulo”, destaca o autor de ‘Lá na Minha Terra’. Ele garante que a fábula também estará presente nos núcleos paulistanos, apesar do tom mais duro que as metrópoles imprimem naturalmente.
Novela adequada para o horário
A atriz Lilia Cabral interpretará uma vilã em ‘Lá na Minha Terra’, mais uma numa novela das 18h. E ela já entra na defesa das produções do horário. “Eu não acredito que as novela das seis sejam assim leves. Elas são pertinentes a um horário de final de dia e começo de noite e isso não significa que necessariamente são menos importantes”. Ela faz uma interessante comparação para justificar seu pensamento. Teatro infantil não é menor do que o teatro clássico.
Lilia Cabral dará vida a Celestina Guerreiro, uma mulher manipuladora, que faz de tudo para manter seus privilégios. Ela é dona de uma pensão em São Paulo e é a única pessoa que sabe que Severino formou uma nova família em São Paulo. Além disso, é a proprietária oculta do cabaré e da hospedaria de Lavra Seca. Com a chegada de Rosenda a São Paulo, Celestina usará de muita chantagem para manter os segredos de Severino, que agora é conhecido como Cesário.
José Armando Vannucci é um jornalista e escritor com mais de 35 anos de carreira dedicada à cobertura e análise da televisão. Destacou-se na Jovem Pan e em programas da TV Gazeta, TV Globo e Band, consolidando-se como referência no setor ao integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT, e ao lançar, em parceria com Flávio Ricco, a obra "Biografia da Televisão Brasileira". Atualmente, o Canal do Vannucci é seu espaço para compartilhar novidades sobre os bastidores do universo televisivo.
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