Globo precisa ousar mais nas novelas e repensar histórias
Vannucci Responde traz reflexões sobre as novelas atuais
Adicione o Canal do Vannucci como fonte preferencial no GoogleAs novelas da Globo têm repetido a mesma mocinha: a mulher sofredora, abandonada pelo marido, que luta e dá a volta por cima. Lá na Minha Terra, a próxima novela das seis, já anunciada pela emissora, segue o mesmo caminho. A explicação está nas pesquisas. Elas apontam que há um pouco mais de telespectadoras do que telespectadores, e a mulher como ponto central é uma forma de trazer esse público para perto.
Essas protagonistas também retratam a mulher brasileira de hoje. Encontramos nas histórias a empreendedora e batalhadora, que vai à luta. A ideia é levar a vida real para a teledramaturgia, para que quem assiste se identifique e sinta que aquilo é menos ficção. Mas, está na hora de a televisão ousar um pouco mais. A mulher pode continuar no centro da história, só que em outros lugares. As tramas estão muito parecidas, afinal muda-se um detalhe aqui, outro ali, e o desenho é o mesmo. Falta sair da cartilha e do que as pesquisas mostram para entregar alguma novidade ao público.
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O que aconteceu com as novelas das sete
A faixa das sete já teve índio loiro, anjo caído do céu, vampiros, faroeste e macaco pintor. Hoje predomina a trama realista com mocinha batalhadora. Falta ousadia à televisão em geral. Falta também a Globo assumir que pode fazer diferente, com novelas irreverentes, que o público assista só pela diversão. Para isso, são precisos autores e diretores que não tenham medo de arriscar e, acima de tudo, alguém na programação disposto a bancar o risco. Bang Bang, que mergulhou no faroeste, não deu certo, mas deixou suas marcas.
Por Você, a atual novela das sete, segue a linha realista e vai passar por ajustes. A audiência não está tão alta quanto se imaginava, e a repercussão do começo foi muito maior. Agora, a novela precisa atrair mais o telespectador.
Por que Avenida Brasil 2 tem tantos atores pouco conhecidos
As últimas produções mostraram que o público quer atores e autores novos, com renovação, mas também quer os grandes nomes consagrados. Quem Ama Cuida é o exemplo. O elenco é robusto, com Tony Ramos, Isabela Garcia, Letícia Colin, Isabel Teixeira, Flávia Alessandra, Alexandre Borges, entre outros. A fórmula que funciona é ter referências e, ao lado delas, gente nova.
Em Avenida Brasil 2, a escolha é nitidamente orçamentária. A Globo precisou fazer propostas a atores que não tinham contrato fixo e os cachês para garantir essas presenças foram muito altos. Para equilibrar a conta, entraram nomes menos conhecidos. A emissora vai trabalhar a novidade como trunfo.
A reprise de Pantanal no Vale a Pena Ver de Novo
Exibir Pantanal enquanto Dira Paes estará como protagonista de Lá na Minha Terra é um desafio. A Globo diz que isso é o que menos importa, mas vai precisar mostrar ao público que são histórias diferentes interpretadas pela mesma atriz.
A ideia da emissora é avaliar se uma produção mais recente no Vale a Pena Ver de Novo consegue trazer mais público. As duas últimas reprises registraram audiências menores que outras produções. E A Viagem, exibida há pouco tempo, colocou o sarrafo lá em cima, o que deixa tudo mais difícil para quem vem depois.
O futuro do Fofocalizando
Os nomes que passaram pelo Fofocalizando nas últimas semanas foram testes, e isso é comum. É comum usar as férias de alguém para testar possibilidades. O programa não deve ser necessariamente reformado, mas ganhará novos elementos e uma nova dinâmica para se manter relevante depois de 10 anos no ar. A audiência tem fases de alta e de queda, e a repercussão também. Além disso, Gaby Cabrini e Gabriel Cartolano estão no +SBT Show, aos sábados, que vai muito bem, e o SBT calcula quanto expõe a imagem dos dois.
Segundo Daniela Beyruti, Gaby e Cartolano representam a razão dentro do Fofocalizando. Se alguém for escolhido para substituir os dois, vai precisar desse perfil, com credibilidade, autoridade no assunto e o papel de puxar o lado mais sensato.
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José Armando Vannucci é um jornalista e escritor com mais de 35 anos de carreira dedicada à cobertura e análise da televisão. Destacou-se na Jovem Pan e em programas da TV Gazeta, TV Globo e Band, consolidando-se como referência no setor ao integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT, e ao lançar, em parceria com Flávio Ricco, a obra "Biografia da Televisão Brasileira". Atualmente, o Canal do Vannucci é seu espaço para compartilhar novidades sobre os bastidores do universo televisivo.
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