Novo álbum de Demi Lovato é leve, mas mais profundo do que parece
Demi Lovato não está tentando impressionar está tentando fazer um álbum que funcione.
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Depois de tantos anos sendo associada à intensidade emocional e grandes baladas, Demi Lovato decidiu fazer algo que parece simples, mas não é: um álbum pop que não precisa provar nada o tempo todo.
Dessa vez, a versão deluxe de It’s Not That Deep (Unless You Want It to Be) não é só uma expansão de faixas. Na verdade, funciona quase como uma releitura do próprio conceito. E é justamente aí que está o ponto interessante: o disco soa mais completo agora do que na versão original.
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Um pop “leve” que esconde cálculo
Na teoria, o projeto vende a ideia de despreocupação. Na prática, porém, ele é extremamente bem pensado.
As batidas são acessíveis, os refrões fáceis de memorizar e a estética flerta com o clubbing, mas, ainda assim, nada soa genérico. Além disso, há uma curadoria clara na forma como Demi posiciona sua voz: menos explosiva, mais controlada, quase como se estivesse evitando competir com a produção.
Com isso, surge algo novo.
Em vez de tentar “dominar” cada faixa com vocais gigantes, ela escolhe momentos específicos para brilhar. Assim, esses picos se tornam muito mais eficazes.

Reprodução/X (@ddlovato)
Identidade artística mais clara
Ao longo da carreira, Demi já transitou por vários estilos. Em alguns momentos, isso soava como busca. Agora, porém, parece uma escolha consciente.
O pop dançante desse projeto não apaga suas fases anteriores pelo contrário, ele organiza tudo. Ao mesmo tempo, há traços de vulnerabilidade, força e ironia convivendo no mesmo espaço.
E talvez o maior mérito seja justamente esse: ela não está tentando ser “a melhor vocalista da sala”; em vez disso, está focada em fazer o melhor álbum possível.

Reprodução/X (@ddlovato)
