Existe uma fórmula que atravessa décadas e continua funcionando muito bem na televisão, como prova Quem Ama Cuida. É a história do personagem que sofre uma grande injustiça, desaparece por um tempo e retorna disposto a acertar as contas. Um desaparecimento que pode ser a prisão. Essa estrutura está presente em produções de vários países e explica, em parte, o interesse que Quem Ama Cuida desperta no público.
Muitas pessoas comparam Quem Ama Cuida com Beleza Fatal, mas há uma referência ainda mais evidente para quem acompanha séries internacionais. Revenge, exibida no Brasil na Tv por assinatura e pela Globo, construiu seu enorme sucesso justamente a partir dessa premissa. Emily Thorne, também conhecida como Amanda Clarke, volta com uma identidade falsa para destruir, um a um, os responsáveis pela condenação injusta de seu pai.
Comparação ponto a ponto
As semelhanças com Quem Ama Cuida são claras. Adriana também enfrenta uma poderosa família, marcada por influência e prestígio, depois de ter sido vítima de uma grave injustiça. A diferença está na construção da narrativa. São ritmos diferentes, mas sustentados pela mesma base dramática. Outro elemento que aproxima essas produções é o confronto entre pessoas comuns e famílias que representam poder econômico, político e social. Esse desequilíbrio desperta no público a sensação de que o protagonista precisa fazer justiça por conta própria, já que as instituições falharam em protegê-lo.
Mas há um ingrediente que nunca fica de fora desse tipo de história. Ao lado da vingança, sempre existe um grande conflito amoroso. O protagonista acaba dividido entre seguir até o fim com seu plano ou permitir que um novo relacionamento mude completamente o rumo de sua vida. Esse dilema aparece em Revenge, também está presente em Beleza Fatal e promete ganhar força ao longo de Quem Ama Cuida.
É justamente essa combinação de vingança, romance, poder e dilemas morais que mantém esse gênero tão atual. Mudam os personagens, mudam os cenários e até os países de origem, mas a essência continua a mesma. Quando uma boa história consegue equilibrar emoção, suspense e reviravoltas, o público responde. E a televisão, mais uma vez, confirma que algumas fórmulas jamais envelhecem.
